Ricardo Moraleida June 14th, 2008
Bom… deixa eu ver… hoje é dia 14 de junho. Quase 2 meses depois da última atualização desse lugar, caramba… O tempo voa mesmo.
E voa legal, interessante como 2008 a minha vida simplesmente saiu do eixo, voltou pro eixo e agora eu tô é me perguntando se preciso mesmo de eixo. O mais legal de tudo é que o que mais me irritava antes de mudar de emprego (ah é… eu mudei de emprego em abril…), não saber o que seria de mim no dia seguinte, agora é uma das coisas que mais me diverte. Estou numa época de ver coisa nova, todo dia…
E tenho aprendido muito isso com as pessoas que estão ao meu redor todo dia (que também mudaram), e muito com a Lisa (ah é… eu também tenho uma namorada agora também… :))
Por fim, não sei o porquê, mas não encontro mais o meu lugar para escrever. Talvez seja a falta de prática (não posso culpar a falta de tempo), talvez seja a falta de conclusões, que é divertida pra mim, mas não faz sentido pros outros. Agora que estou estudando alemão, quem sabe eu não começo a entender de filosofia e psicanálise também?
Enfim, vou mantendo a casa, eu sei lá o que vai acontecer no futuro?
Ricardo Moraleida April 11th, 2008
Não deixo de escrever hoje, apesar de saber dos perigos, porque há muito me culpo pelo fato de esta casa estar abandonada. Não que haja tantas pessoas assim querendo entrar e conhecê-la, mas pela chatice do dono, aquele que, criado nos moldes da boa hospitalidade mineira, sabe que necessita de café e bolo, afinal de contas: “vai que alguém resolve vir…”
O mineiro é prevenido, o que muitas vezes se confunde com desconfiado. E de tanto prevenir, muitas vezes morre de velho, com doença de gente sistemática que a vida inteira preveniu e não precisou remediar. Seria essa uma conquista? Ou seria a luta da teoria contra a prática? Responda se puder, estimado leitor…
A bem da verdade que o mineiro não sabe é que o aprendizado está em todas as coisas. Inclusive nas mais insólitas. Lavar louças é tão instrutivo quanto viajar pelo mundo. Basta saber dosar quanto se faz de cada coisa, pra que não se morra nem com as mãos e o cérebro murcho de tanta água nem com os pés e a cabeça torpes de tanto chão.
O bom é o equilíbrio. O bom é saber que se pesar aqui a gente alivia de lá - porque o conforto cotidiano vive na possibilidade, e não na realização.
Ricardo Moraleida February 17th, 2008
já estamos em 17 de fevereiro e o último post desse blog ainda era de antes do Natal… putz…
bom… estou mexendo meus pauzinhos aqui e daqui a pouco eu volto pra varrer o chão e limpar as teias de aranha. Afinal de contas eu moro sozinho aqui e não tem ninguém pra manter a casa pra mim.
Enquanto isso… aqui tem fotos de o que eu andei fazendo nos últimos 2 meses: www.ricardomoraleida.com/fotos - ou no link aqui em cima!
see ya!
Ricardo Moraleida November 14th, 2007
Tenho-te no entanto em mim como um gemido
De flor; tenho-te como um amor morrido
A quem se jurou; tenho-te como uma fé
Sem dogma; tenho-te em tudo em que não me sinto a jeito
Nesta sala estrangeira com lareira
E sem pé-direito.
(Pátria Minha. Vinícius de Moraes*)
os planos mudaram. E sair de casa vai ter que ficar pra depois, afinal de contas, na vida, é preciso priorizar. No entanto, as regras abaixo continuam valendo - mesmo que só na minha cabeça, onde fica beeeem fácil desrespeitá-las.
Mas os amigos, que torcem pelo meu sucesso, podem ficar orgulhosos. No último final de semana eu botei o pé em casa na sexta à noite voltando do trampo e só saí na segunda de manhã, pra trabalhar de novo. Custo do final de semana: R$0,00!!!
*esse poema merece um post só pra ele… farei-o…
Ricardo Moraleida September 28th, 2007
Passa-se um mês. E a luta continua, companheiros… como eu ja disse aqui em um post do começo desse ano, as épocas em que mais coisas acontecem são justamente aquelas em que eu menos escrevo. Ao contrário da situação anterior, no entanto, no caso presente, as coisas acontecem mentalmente.
Mentor* disse-me ontem que estar assim é bom; que a introspecção é positiva e é sinal de crescimento pessoal, que reflete nas outras esferas da vida. Disse-me também que tivesse paciência, que evitasse me lançar a destinos demasiadamente radicais…
E eis que vejo-me aqui, com a sensação da rua limpa após a tempestade, ainda que as nuvens negras continuem firmes e fortes no céu, e o vento frio me lembre que é sempre preciso me proteger - a chuva também é necessária.
Pode ser que seja hora de arrumar outra marquise onde me abrigar, um novo lugar de convivência e um novo meio de ver as coisas, mais alto, mais longe, e ao mesmo tempo mais perto, mais fácil e mais verdadeiro. A ilusão da liberdade é boa, mas nunca vai ser real.
* Mentor é uma pessoa. Não se chama Antônio Roberto, nem é leitora deste espaço - mas joga parte importante em tudo o que (não) tem sido escrito aqui…