O bom, o mau e o feio. ACM e a opinião pública

Ricardo Moraleida August 6th, 2007

Sou só eu ou você também acha estranho uma figura polêmica como Antônio Carlos Magalhães ser tão odiada no seu meio político e tão amada na sua terra natal?

Não sou uma pessoa indicada para falar da história do homem, que conheço muito pouco, mas que sempre me intrigou por essa dualidade. Ao mesmo tempo em que somos bombardeados com notícias de que ele era um cara duramente mau, trapaceiro, corrupto, adepto do coronelismo e da máxima “os fins justificam os meios”, somos também aturdidos pela notícia de que nada menos do que 15 mil pessoas compareceram ao velório do homem, portando faixas, fotografias e panos pretos em indicação de luto.

Como é possível ser tão bom e tão mau ao mesmo tempo? Sabe-se sim que seria ingenuidade demais julgar ACM como um “político qualquer”. Essa história tem muitas facetas. Quem era o bom, o mau e o feio em toda essa história?

One Response to “O bom, o mau e o feio. ACM e a opinião pública”

  1. Gudeon 07 Aug 2007 at 0h21

    Ah, certamente você já deve ter ouvido falar da teoria dos homens extraordinários explorada por Dostoiévski em “Crime e Castigo”. Ela diz que há homens que, por terem um lugar destinado na história da humanidade, podem se dar ao luxo de cometer alguns crimes, vide Napoleão et. al. Talvez os baianos achem que o ACM seja um deles. “Não importa se ele roubar, o que importa é que ele faça bem para mim”. Em outras palavras, “entre o povo do meu país e eu, eu escolho… eu”. Acontecia isso aqui com o Newton também.

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