Archive for October, 2006

As pequenas mudanças são as melhores…

Ricardo Moraleida October 13th, 2006

allstar.jpgCasar, mudar de casa, passar no vestibular, arrumar o primeiro emprego e outras grandes mudanças da vida são muito legais. Representam grandes alterações não só na rotina mas também na visão de mundo, na forma de tratar o dinheiro, as pessoas e nas escolhas que fazemos a partir daí…

Mas tem pequenas coisas que mudam tudo e ao mesmo tempo não mudam nada. Quer ver? Só quem usa óculos sabe a diferença que faz trocar uma armação antiga pela nova (coisa que fiz há 4 anos… já tá na hora de fazer de novo).

Hoje, depois de muitos anos sem nem pensar no assunto, troquei a forma de colocar o cadarço no tênis. Há uns 8-10 anos eu comecei a usar cadarço cruzado porque era bacana, mas principalmente porque meus pais a vida toda colocaram os cadarços “lineares” nos meus tênis - e eu, aos 14 anos, queria ser diferente.

Hoje, às vésperas de completar 23, eu me peguei colocando o cadarço linear nos meus tênis favoritos. Óbviamente, mudar a forma de colocar os cadarços não muda nada - mas de certa forma, não é que mostra que alguma coisa mudou no resto da nossa concepção do mundo?

as crianças crescem…

Ricardo Moraleida October 12th, 2006

e depois de crescer fazem teatro, citam Stanislavski, usam palavras como “coxia” e expressões como: “está evidenciando demais o nada”
é cada coisa que a gente aprende sobre a família…

ah sim… to falando do blog do meu irmão caçula: O Palco dos Meus Pensamentos

vai lá e vê se te agrada a peça… :)

eu confesso…

Ricardo Moraleida October 12th, 2006

Nunca pensei que eu, um cara tão cool, fosse dizer que gosto de uma coluna de fofoca. Mas lá vai: escrevi esse post só pra dizer que gosto da Zapping, a coluna da Fabíola Reipert na Folha Online. Além da foto da moça ser bem simpática e de cara diferenciá-la do estereótipo do colunista-social “em crise de meia-idade”, ela tem cara de quem faz aquilo porque gosta e não por status. Com isso, ganhou um ponto.

Agora, o que eu acho mais interessante é que apesar de ser uma coluna social, na Zapping, cada “colunável” recebe apenas um parágrafo do tamanho da importância do babado, e não mais que um parágrafo de 2 linhas (para os babados comuns de todo dia) a 4 linhas (se o babado for fortíssimo mesmo). Ou seja, nada de páginas inteiras falando do novo cachorrinho da Hebe, do novo corte de cabelo do Sidney Magal ou do novo pé na bunda da Karina Bacchi - 1 parágrafo é suficiente. Pra quem quiser mais, basta clicar nos nomes que aparece tudo que a pessoa já fez de “noticiável”. E pronto… depois de ler as novidades, todo mundo volta a cuidar da sua própria vida! Não é ótimo??

Parabéns à Fabíola, que descobriu que coluna social é pra contar os fatos, e não pra ficar puxando saco dos “colunáveis”!

e tenho dito!

sem comentários

O ser humano, esse cachorro

Ricardo Moraleida October 6th, 2006

Ainda me parece inacreditável, mas recebi hoje por email uma mensagem re-re-re-reenviada contendo fotos dos destroços do vôo 1907 da Gol que caiu na última sexta-feira no Mato Grosso. Mais inacreditável ainda é o fato de que as fotos não eram dos destroços da nave, e sim dos infelizes passageiros e tripulantes do vôo, alguns perfeitamente identificáveis, outros só montes de carne amassada e rasgada com uma mão aqui e um pé do outro lado.

A curiosidade e a vontade do ser humano de “ver com os próprios olhos” qualquer tragédia, principalmente se houver vítimas, acredito que já seja fato documentado cientificamente e até que não me espanta. Eu mesmo, como exemplar da espécie, às vezes me pego dirigindo mais devagar ao passar por uma batida de carros para tentar ver o que aconteceu.

O que realmente me espantou foi a frieza de quem teve acesso a esses documentos (fotografias que, pelos enquadramentos e distâncias, com certeza foram feitas por profissionais com amplo acesso à área e não por um curioso qualquer de plantão) de jogá-los na web para os olhos dos curiosos. A partir do primeiro envio, o repasse é compreensível - apesar de lastimável -, mas esse primeiro me deixa estupefato.

Se fosse descoberto, além de perder seu cargo no exército, governo ou sei lá que organização essa pessoa trabalha, ela ainda correria risco de multa ou prisão por “vazar” informações secretas relativas ao acidente - isso sem contar o stress causado a amigos e familiares das vítimas que certamente receberão isso de um desavisado qualquer.

A pergunta que fica é: essa infração, que é gravíssima e custaria a essa pessoa no mínimo uma demissão por justa-causa mais uma ficha suja na polícia, vale a pena só pela vontade de dizer “fui eu”?

Muitas vezes eu me surpreendo com esses seres humanos. A maioria delas pelo lado bom, mas algumas simplesmente não conseguem esconder o quanto somos cachorros (ou lobos, como preferiria Hobbes) por dentro.

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