viva os pré-conceitos
Ricardo Moraleida August 19th, 2006
Situação:
Você conhece a pessoa numa boate. No meio daquela conversa mole você percebe que o resumo da apresentação do(a) fulano(a) é:
“Eu tenho uma banda de rock”
“Eu sou mecânico”
“Eu assisto a filmes pornôs”
“Eu sou de direita”
ou:
“Eu gosto de jazz”
“Eu estudo odontologia”
“Eu gosto de filmes estrangeiros”
“Eu vou votar na Heloisa Helena”
—–
Acho o máximo como é possível associar qualquer pequena parte do comportamento de uma pessoa a todo um estilo de vida imaginado por seus interlocutores. De fato, os pré-conceitos movem o mundo.
Geramos pré-conceitos a cada experiência vivida. É a forma que nosso cérebro tem de assimilar as coisas que vemos todos os dias e, montando uma por cima da outra, tirar as conclusões sobre todos os assuntos. Ou seja, pré-conceitos nada mais são do que as conclusões pós-experiências.
O perigo todo está na transformação do pré-conceito em preconceito. Isso acontece quando achamos que já temos informações suficientes pra formular opiniões sobre algum assunto específico. Desligamos o gerador de pré-conceitos e começamos a disparar nosso preconceito formado por aí.
Não sei porque eu escrevi isso aqui. Mas acho que é uma reflexão que vale a pena ser feita. Além do mais, o blog é meu, e como (quase) ninguém me visita, eu escrevo o que eu quiser!
Falou tudo.